Aquele que ficará marcado como o ano da reconstrução da democracia no Brasil pode ter mais um marco histórico: em 2023 podemos ter a primeira ministra negra do Supremo Tribunal Federal. Em um país com mais da metade da população composta por mulheres e pessoas negras, é inexplicável que o STF em seus 132 anos de existência com 171 ministros tenha sido ocupado por apenas três mulheres e três homens negros. Chegou a hora de mudar!
Em outubro, com a aposentadoria da ministra Rosa Weber, o presidente Lula nomeará aquela que ocupará o órgão guardião da Constituição Federal pelas próximas décadas. Não podemos correr o risco de ver outro Zanin ocupando a Corte, com posicionamentos que vão na contramão das necessidades e dos direitos da maioria da população. O Brasil não aceita mais um ministro conservador!
Ter uma ministra negra progressista no STF é essencial para avançar na necessária transformação do sistema de justiça brasileiro, não só pela importância de ver o povo representado nas esferas de poder, mas por todas as mudanças estruturais na forma como a justiça é aplicada. E não há melhor momento para esse avanço do que em um governo progressista. Mas essa batalha ainda não está ganha.
O presidente Lula tem sido pressionado para escolher mais um homem branco e nós não podemos ficar de braços cruzados. É preciso levar nossas vozes à Brasília. Faremos História pressionando Lula para que ele nomeie uma ministra negra. Vamos lotar a caixa de e-mails do presidente com um só recado: escolher uma mulher negra progressista para o STF não é um favor, é reparação histórica - ainda que tardia!
Ao final da mobilização queremos entregar, representados pelos movimentos negros e feministas, as assinaturas em mãos ao Presidente Lula. Pressione agora! Precisamos ser milhares de vozes para pesar na decisão final, fazendo um só pedido: queremos uma ministra negra progressista no STF em outubro.